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13 de maio de 1888: Abolicionismo, escravidão negra e Luiz Gama

Luiz Gonzaga Pinto da Gama (1830 - 1882) - Heróis de Todo Mundo

Luiz Gama - da escravidão à poesia

Em 23 de setembro de 1870, 12 anos antes de sua morte, em São Paulo, Luiz Gama legava como herança para o seu único filho, Benedito Graco Pinto da Gama, conselhos e exemplos de vida de um homem que fez de sua existência na terra uma luta constante e incansável pela abolição da escravidão e pelo fim da monarquia no Brasil. No século XIX, ser negro não era necessariamente sinônimo de ser escravo.

Luís Gama

Primeiras Trovas Burlescas de Getulino, único livro de Luiz Gama, foi publicado em 1859 e teve apenas duas edições na época. Luiz Gama apropria-se de referências dos poetas brasileiros e europeus que o influenciaram, mas assume sua raça e posiciona-se como uma nova voz desde o título do livro. Embora assine com seu nome de batismo, as trovas são creditadas a Getulino, pseudônimo retirado de uma tribo guerreira nômade oriunda da África, os getulos.:

Faleceu em 24 de agosto de 1882 e foi sepultado no Cemitério da Consolação, na presença de 3.000 pessoas numa São Paulo de 40.000 habitantes. O poeta Raul Pompéia (1863-1895) imortalizou Luiz Gama e seus feitos escrevendo na ocasião:

Luísa Mahin (nascida no início do século XIX) foi uma ex-escrava africana, radicada no Brasil, mãe do abolicionista Luís Gama.[1] Pertencia à tribo Mahi (daí seu sobrenome), integrante da nação africana Nagô.

Luís Gama

Patrono da cadeira nº 15 da Academia Paulista de Letras, poeta, advogado, jornalista e um dos mais combativos abolicionistas de nossa história. Luís Gonzaga Pinto da Gama era filho da africana livre Luiza Mahin, uma das principais figuras da Revolta dos Malês, com um fidalgo branco de origem portuguesa, de uma rica família baiana, mas amante da boa vida e dos jogos de azar.

Trexo Quem Sou Eu -Luiz Gama

Luiz Gama foi um dos maiores líderes abolicionistas do Brasil. Sempre esteve engajado nos movimentos contra a escravidão e a favor da liberdade dos negros. Em 1869, fundou com Rui Barbosa o Jornal Radical Paulistano. Em 1880 foi líder da Mocidade Abolicionista e Republicana. Devido a sua luta a favor da libertação dos escravos era hostilizado pelo Partido Conservador e chegou a ser demitido do cargo de amanuense por motivos políticos.