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| 17.04.2016 | Nesta semana, o assassinato de trabalhadores sem-terra, ocorrido na Curva do S, trecho da rodovia PA-275, no sul do Pará, completa 20 anos. A ação da Polícia Militar (PM) para liberar a estrada, em Eldorado dos Carajás, ocupada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deixou 21 mortos e 69 feridos. | Especial "Feridas abertas": 20 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás |

de Brasil

Grupo Pão de Açúcar se compromete com Desmatamento Zero

No final do ano passado o Greenpeace publicou um relatório no qual analisou e ranqueou os maiores supermercados do país de acordo com suas políticas de aquisição de carne bovina da Amazônia. Dentre os três líderes do mercado, o GPA obteve a pior avaliação. Por isso, ativistas de todo o Brasil foram às lojas do Grupo para expor a ligação entre a carne vendida em suas gôndolas com a destruição da floresta, trabalho escravo e invasão de terras indígenas.

Em 26 de janeiro de 1654, após o cerco de Recife, os holandeses residentes em Pernambuco capitulam diante dos portugueses. Era o fim do ‘‘Brasil Holandês’’, uma aventura que durou oficialmente 24 anos.

Mais de 1,5 mil pessoas, organizadas pelo MST, marchavam rumo a Belém para reivindicar a desapropriação da Fazenda Macaxeira, em Eldorado dos Carajás, ocupada desde novembro de 1995. Eles pediam também políticas de assistência para o Assentamento Palmares, na cidade de Parauapebas, sul do Pará, de onde partiu a caminhada. Após sete dias de percurso, as famílias decidiram ocupar a rodovia para negociar alimento e transporte com o governo do estado, na época comandado por Almir Gabriel (PSDB).

Liberar a rodovia, mesmo que fosse necessário o uso da força. Esta foi a ordem, segundo o Ministério Público, dada pelo secretário de Segurança Pública do Pará na época, Paulo Sette Câmara, ao comando da PM naquele dia 17. Mais de 150 policiais, sendo 85 de Marabá e o restante de Parauapebas, cada tropa de um lado da estrada, encurralando os trabalhadores. | Foto: Ascom/MDA |

Cerca de 80 famílias Guarani e Kaiowá do tekoha - lugar onde se é - Taquara, no município de Juti (MS), estão ameaçadas de despejo. Depois de decisão da Justiça Federal no fim de fevereiro, reintegração de posse contra indígenas pode ocorrer durante visita da relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos e as Liberdades Fundamentais dos Povos Indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, ao Brasil.

As informações utilizadas como fonte para a elaboração desse site foram extraídas das páginas dos próprios parlamentares; do site Câmara dos Deputados; de notícias publicadas pela imprensa; do livro Partido da Terra, de Alceu Castilho; da dissertação de mestrado "A questão agrária no Brasil e a bancada ruralista no Congresso Nacional", de Sandra Helena Costa (USP); da dissertação de mestrado "O retorno da terra", de Daniela Alarcon (UnB).

"Uma reunião realizada na manhã dessa quarta-feira, dia 24 de junho, em Amambai com a presença da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), sindicatos rurais e autoridades locais e regionais, com o objetivo de debater o tema, demonstrou a tensão que a classe produtora da região atravessa por conta das invasões de terras por parte de indígenas no Cone Sul do Estado."

Nelson Massini, médico legista indicado para o caso, apontou que pelo menos 13 vítimas foram assassinadas sumariamente. Uma das principais provas da ação deliberada da polícia foi o laudo produzido pela Unicamp, assinado pelo perito Ricardo Molina. Ele analisou as imagens (TV Liberal) dos primeiros momentos do massacre. E esclareceu que a cena em que os sem-terra lançam pedras e paus em direção à polícia, na verdade, era uma tentativa de resgaste de um trabalhador que já havia sido atingido.