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Amor Anormal Sentir o proibido não é nada Pior é aceitar o proibido Num rumo qualquer de estrada Ou na dolorosa manha da libido. O outro não quer minha atormentada insônia Muito menos que eu mude meu misterioso hábito Só quer sentir o sufoco e o cheiro de sua agonia Dentro do denso aroma que sai de dentro do meu hálito... Texto: Marcio Rufino http://emaranhadorufiniano.blogspot.com/ Imagem: Gabriel Wickbold

Phármacia Meu amor antigo Anda vestido de turmalina Ou alguma jóia que ainda não aprendi direito o nome Meu amor antigo atravessou a rua sem tanta pressa Deixou de fumar, abandonou as tarjas pretas, dorme mais Voltou a andar de bicicleta, praticar yoga, correr pelo parque Meu amor hoje tem um hálito mais doce De saudade, uma saudade agradecida Por abrir as portas de um mundo novo Texto: Marcos AD Pereira Arte: Masha Kurbatova

Mil perdões aos adultos... Mas quem sabe amar de verdade são as crianças. O amor é infantil inconsequente inadiável. Uma ingenuidade perdoável... Demonstra sua melhor qualidade, quando não impõe condicionalidade. O amor só é complicado e difícil, para quem ainda não chegou ao seu significado. Meu amor é pueril na melhor intenção da palavra Amar é simples... Texto: Rô Absalão http://monologosficticios.blogspot.com.br/ Imagem: Mercedes de Bellard

Sobre o teu corpo despejo o cálice do meu amor tinto de vinho e sangue. Aspiro os beijos dos teus poros, um a um, recolho-os com a boca túrgida. Encho com eles minha ânfora, para que no outono dos meus dias, eu possa me banhar com o frescor dos teus lábios. Texto: Marisa Sevilha Rodrigues Pintura: Alison Van Pelt

Ode a São Paulo Eu não sei se canto louvores à melhor cidade do país, Ou grito de ódio e raiva por este "sonho infeliz de cidade". Acho que isso é ser paulistano, Ter uma relação esquizofrênica de amor e ódio com a cidade onde vive. Sim, onde vive! Pois ser paulistano não é nascer aqui. É sobreviver aqui... Amo/odeio-te, cidade gris. Parabéns, Villa de Piratininga. Texto: Otávio Venturoli Imagem: Vitché e Jana Joana- Street Art

Do nada tão poético, Ao sublime do amor e da sedução, As palavras foram fluindo, Na direção dos seus lábios. Sorvidas no redemoinho feroz De um beijo de prazer. Voltaram, Voltaram na forma de um gemido. Um gemido longo e profundo. Foi como se estivessem fugindo Uma a uma. Lentamente. Nessa mesma boca, Junto ao gemido estava um sorriso. Os lábios vermelhos e quentes... Texto: Otavio Venturoli http://devidadividida.blogspot.com.br/ Imagem: Egon Schiele

Noturno de Chopin para Isis Nadava nua na piscina gelada, acima da lua, embaixo dos peixes, entre o tudo e o nada, o aqui e o agora. Um fim em si mesmo. Uma consternação no peito em flor. Uma dor. De cotovelo. Um amor quase perfeito. Mais que perfeito. Um passado. Um presente em transe. Um ser que nada, vira sereia. Encanta os mares e os navegantes. .... Texto: Marisa Sevilha Rodrigues https://www.facebook.com/benvindoaopratodecerejas?fref=ts Imagem: Fuyuko Matsui

N O T U R N O S. Três da madrugada tento tua lembrança mas não vem nada. Memória fugidia sobrou o que, fisiologia? Ações corporais, carnais cheiros, secreções animais? E o tanto que gozamos? E o tanto que falamos? Agora que meu luto acabou foram-se as rimas fáceis amor com dor tesão com emoção sofrimento com lamento não mais ãos não mais entos. Sou de novo normal voltei a ser banal... Texto: Enio Mainardi Imagem: Yi Hsin Tzeng Edição: Libertária

Vinícius cantando o amor, mas, lilás - é a cor da ausência. Te vejo em gotas azuis pingadas sofrega-esfregadamente nos lábios dos castiçais. Tua luz mortiça atiça os vendavais e um ciclone abrupto explode no tempo que amputa algo de nós. Texto: Marisa Sevilha Rodrigues Imagem: Yanzhou -Bao