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#BoycottTheBefore

3: Distúrbios alimentares e o processo de recuperação

Essa história faz parte de uma série de postagens feitas no blog da National Eating Disorders Association (NEDA) e foi escrita por Lexie Manion. Lexie é escritora, artista e estudante e se dedica às pautas da saúde mental. Em seus artigos, ela aborda temas relacionados à saúde mental e à aceitação do corpo e compartilha seu próprio processo de recuperação.
Na minha luta contra os distúrbios alimentares, o que sempre me fez abandonar os tratamentos foi o fato de eu sentir que não merecia melhorar. Eu não achava minha situação tão grave quanto a de outras pessoas, e isso estimulou meu distúrbio e me fez ficar doente por mais tempo. Aprendi que essa história de que alguém precisa estar "doente o bastante" não existe. Se você se pergunta se está doente, você já está doente, pois esse é um pensamento distorcido arraigado em conceitos equivocados. Luta é luta e luta é luta. Dor é dor e só dor. Toda luta e toda dor são relativas quando se trata de distúrbios alimentares, independentemente do tamanho ou peso da pessoa. Todas as pessoas que sofrem de distúrbios alimentares merecem ajuda. Acima de tudo, os distúrbios alimentares são uma doença mental.
Demonstrar interesse em postagens nas redes sociais e compartilhá-las pode ser uma ótima maneira de criar oportunidades e valorizar opiniões marginalizadas, como as de pessoas negras, indígenas e pessoas não brancas (BIPOC), membros da comunidade LGBTQ+, pessoas com deficiência, pessoas que pesam mais e pessoas que sofrem de distúrbios alimentares que têm pouca repercussão na mídia.
Garantir que todo mundo tenha espaço é muito importante. O próximo passo é colocar os marginalizados e as vozes que nunca são ouvidas no centro desse palco. Nem todos os corpos e todas as lutas contra os distúrbios alimentares têm a mesma origem, mas nós podemos trabalhar por um mundo onde, um dia, sejam tratados com igualdade.